sábado, 14 de setembro de 2013

(Resenha) Escondendo Edith - Kathy Kacer

Título: Escondendo Edith
Autora: Kathy Kacer
Nº de páginas: 152
Editora: Melhoramentos
ISBN: 9788506055762
Sinopse: AQUI

Uma história real de uma sobrevivente do holocausto.

Escondendo Edith conta a história da vida de Edith Schwalb, uma menina judia que morava em Viena na Áustria e teve sua vida mudada com o holocausto.
O holocausto foi uma perseguição alemã aos Judeus, deficientes físicos e a todos aqueles contrário ao governo de Adolf Hitler. Os alemães acreditavam serem seres superiores e por isso necessitavam de um espaço vital de acordo com a sua necessidade. Adolf Hitler invadiu a Áustria em 1939 e em setembro do mesmo ano invadiu a Polônia, dando inicio a segunda guerra mundial. É nesse contexto de guerra e perseguição que vive Edith Schwalb.

O pai de Edith Schwalb, conhecido jogador de futebol, é avisado e instruído a deixar Viena. Edith não entende direito o porque do perigo de ser judeu e sofre muito por terem de deixar a Áustria. A família foge para a Bélgica levando poucos pertences e se estabelecendo em uma pequena casa. Algumas noites se passam até que oficiais alemães batem na porta da casa de Edith e levam seu pai. Mutti a mãe de Edith, compra com jóias a liberdade do marido, temendo o pior a família foge novamente, desta vez para o Sul da França. A vida estava difícil para Edith, ela não estava gostando de ter que fugir sempre que necessário e passava dificuldades para acompanhar tudo o que lhe era dado na escola. E foi na França que levaram seu amado pai e exemplo para um campo de concentração.
Edith e seu irmão mais novo Gaston, tiveram que deixar Mutti e ir para uma casa em Moissac, o que se sabia era que lá as pessoas protegiam os judeus a até mesmo o prefeito auxiliava o casal responsável por proteger centenas de jovens judeus. Therese, a irmã mais velha de Edith, se refugiou em uma fazenda assim como Mutti, ambas eram faxineiras.
Em Moissac Edith fez amigos, os católicos a tratavam de igual para igual e todos as vezes que alemães visitavam a cidade, os jovens iam acampar lembrando do lema escoteiro símbolo da casa "sempre alerta". Havia racionamento de comida e após poucos anos o perigo aumentava. A casa teve que fechar as portas mas antes, cada criança foi levada para um lugar seguro. Edith e outras amigas seguiram para um internato onde apenas a diretora sabia que elas eram judias. Mudaram de nome e passaram a agir como católicas. A sujeira, os piolhos, a falta de atenção e a fome faziam as amigas sentirem cada vez mais saudades dos pais e dos amigos e cuidados de Moissac.
Durante as poucas visitam que recebiam da casa de Moissac, Edith soube que teria que se abrigar em uma fazenda longe das amigas. E foi lá, na fazenda que Edith soube que a guerra estava tendo fim, finalmente Hitler estava sendo derrotado. Ela voltou para Moissac onde encontrou o irmão crescido sem o brilho nos olhos, mas a salvo. Edith reencontrou Mutti e Therese juntas, descobriram que seu pai havia morrido no campo de concentração após comer pois com o passar do tempo, não estava acostumado a receber alimentos.


A história é surpreendente, já me sento amiga de Edith e de todas as crianças de Moissac. Ver o holocausto pelos olhos de uma menina de 6 anos e toda a sua dor e angústia sofridas é sem dúvidas algo diferente e fascinante. Ver que mesmo durante a guerra as pessoas não perderam a esperança é revigorante e me deixou feliz saber que há pessoas no mundo como os cidadãos de Moissac. O livro contém várias imagens da infância de Edith e também de sua visita aos lugares que morou durante a guerra anos mais tarde. Desculpem pelos spoilers, não consegui me conter, indico o livro, sim, tem muitas coisas que eu não revelei!!

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